quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sindicatos confirmam paralisação no Campo Grande às 15h

O repórter Matheus Simoni antecipou, durante a manhã, o movimento que está acontecendo na tarde de hoje. A manifestação é contra PL 4330/04:


Uma manifestação está marcada para acontecer às 15h no Campo Grande, região que deve ser palco de uma caminhada das categorias dos trabalhadores. Em Salvador, a marcha é o ponto culminante da greve geral convocada por diversos sindicatos, que cruzaram os braços de forma conjunta em adesão ao Dia Nacional da Paralisação decretado nesta quarta-feira (15), em posicionamento contrário ao Projeto de Lei 4330/2004, que trata da terceirização dos trabalhadores brasileiros. A proposta foi aprovada pela Camara dos Deputados na semana passada e está previta para hoje a votação de pontos específicos do projeto.

A deliberação será retomada nesta quarta-feira, após ter sido suspensa ontem (14) pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por conta da conflagração da greve geral, e às ondas de manifestação na internet e nas ruas. E, com o recrudescimento das mobilizações sociais e a greve geral convocada pela CUT – que contou com a adesão em diversas capitais do País até o final da manhã de hoje –, ainda não há garantias que o texto da Lei da Terceirização (PL 4330/04) será concluído ou quais modificações serão feitas nele, após eventual votação.

Até o momento, a relativização dos direitos trabalhistas proposta pela PL, levou à paralisação as seguintes categorias: professores das escolas estaduais, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB); filiados ao Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (Assufba); professores dos cursos de Direito e de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, devido à paralisação dos serviços de transporte público em Salvador; professores da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb); e bancários.

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba) e o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-Ba) também vão cruzar os braços, mas a paralisação não está ligada aos protestos contra a Lei da Terceirização, mas sim à rejeição da proposta de reajuste parcelado apresentada pelo governo do estado de 3,5% retroativo a março e o restante 2,91% em novembro.  

Além de participarem do movimento grevista, estas categorias também participarão da manifestação marcada para o campo Grande, na tarde de hoje. E, apesar de os rodoviários da rede municipal de transporte terem voltado ao trabalho gradativamente às 8h, conforme acordo firmado entre o sindicato e as empresas de ônibus da capital, os trabalhadores da rede intermunicipal anunciaram que irão aderir às manifestações marcadas para acontecer no Campo Grande.

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