Uma manifestação
está marcada para acontecer às 15h no Campo Grande, região que deve ser palco
de uma caminhada das categorias dos trabalhadores. Em Salvador, a marcha é o
ponto culminante da greve geral convocada por diversos sindicatos, que cruzaram
os braços de forma conjunta em adesão ao Dia Nacional da Paralisação decretado
nesta quarta-feira (15), em posicionamento contrário ao Projeto de Lei
4330/2004, que trata da terceirização dos trabalhadores brasileiros. A proposta
foi aprovada pela Camara dos Deputados na semana passada e está previta para hoje a votação de pontos específicos
do projeto.
A deliberação será retomada nesta quarta-feira, após
ter sido suspensa ontem (14) pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), por conta da conflagração da greve geral, e às ondas de manifestação
na internet e nas ruas. E, com o recrudescimento das mobilizações sociais e a
greve geral convocada pela CUT – que contou com a adesão em diversas capitais
do País até o final da manhã de hoje –, ainda não há garantias que o texto da Lei
da Terceirização (PL 4330/04) será concluído ou quais modificações serão
feitas nele, após eventual votação.
Até o momento, a relativização dos direitos trabalhistas proposta
pela PL, levou à paralisação as seguintes categorias: professores das escolas
estaduais, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do
Estado da Bahia (APLB); filiados ao Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos
em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (Assufba);
professores dos cursos de Direito e de Comunicação da Universidade Federal
da Bahia, devido à paralisação dos serviços de transporte público em Salvador;
professores da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia
(Aduneb); e bancários.
O Sindicato dos
Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba) e o Sindicato dos Médicos
do Estado da Bahia (Sindimed-Ba) também vão cruzar os braços, mas a paralisação
não está ligada aos protestos contra a Lei da Terceirização, mas sim à rejeição
da proposta de reajuste parcelado apresentada pelo governo do estado de 3,5%
retroativo a março e o restante 2,91% em novembro.
Além de
participarem do movimento grevista, estas categorias também participarão da
manifestação marcada para o campo Grande, na tarde de hoje. E, apesar de os rodoviários da rede municipal
de transporte terem voltado ao trabalho gradativamente às 8h, conforme acordo
firmado entre o sindicato e as empresas de ônibus da capital, os trabalhadores
da rede intermunicipal anunciaram que irão aderir às manifestações marcadas
para acontecer no Campo Grande.
Nenhum comentário:
Postar um comentário